• Luciano Arruda

Dica Cultural: Filme Shuffle

Olá tudo bem? Hoje vou falar sobre o filme Shuffle que assisti recentemente pelo Net Now (não é jabá, mas se quiserem me isentar da mensalidade eu topo).


Não se preocupem não haverá spoilers…


O filme conta a história do fotógrafo Lovell Milo, cada vez que ele dorme acorda com uma idade diferente em uma situação diversa, o filme se inicia dentro de um consultório de Psicologia ou Psiquiatria não é possível saber onde Lovell conta seu caso à terapeuta.


Achei o roteiro meio bagunçado por conta de todas essas reviravoltas de datas diferentes, mas no final das contas é um filme interessante com bastante coisa a ser pensada em relação à Psicologia.


Vou abrir um pequeno parênteses, se por acaso você não gosta de histórias tristes, pule esse filme, se tem problemas em lidar com a morte idem, a película toca bastante nesses assuntos, de forma até bem crua.


Agora vamos a algumas reflexões… Como você lida com as perdas? Verdade que ninguém está preparado para isso… Agora e se você pudesse prever algumas dessas perdas? Conseguiria abrir mão de algo momentâneo para evitar uma dor maior futura? Você irá entender essas questões assistido à obra.


Um outro ponto interessante que é abordado em Shuffle é a relação com as doenças, o orgulho e desleixo para com a saúde. Você tem algum tipo de doença que é tratável? E você se cuida em relação a isso? Se não, qual o motivo dessa atitude? Orgulho? Achar que é indestrutível, desleixo puro? Assistindo ao filme você vai perceber como não cuidar de si mesmo pode ocasionar males terríveis aqueles à sua volta. Não vou entrar em detalhes para evitar spoilers, mas isso é bem fácil de ser captado na película.


Mais um fato bem interessante que ocorre no filme é um dos campeões de queixas no consultório; o mal relacionamento familiar… Você é bom pai, boa mãe? Filho ou filha? Será que os conflitos que ocorrem na sua família não são causados por você? E quando não está tudo bem não é necessário fazer algo para mudar? E você tem feito isso? Não é incomum que você não perceba que parte dos conflitos possa ter a ver com seu comportamento, que é destrutivo para si próprio inclusive.


A última questão interessante que achei no filme é bem mais leve, fala de nossos relacionamentos. Várias vezes fazemos malabarismos enormes procurando um amor, recorremos a sites de relacionamentos, idas a bares e baladas, encontros malucos quando aquele ou aquela que será nosso par ideal está no seu convívio diário, então abra o olho para essas coisas, fique atenta(o) aos sinais.


Bem é isso que eu posso falar sem nenhum spoiler, espero que curtam o filme.


E uma boa semana para você!


Escrito por Luciano Arruda, Psicólogo e fundador do Fluidez Mental, seu contato para inclusive falar sobre cinema e Psicologia é: luciano@fluidezmental.com.br


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